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Ressonância Magnética das Mamas

Atualizado: 12 de Nov de 2019

Entrevista com a nossa especialista

Drª Suzan Menasce Goldman


Por que a ressonância magnética das mamas não é indicada como um exame de rastreamento de forma isolada?

Não existem máquinas de ressonância suficientes para se fazer um rastreamento por esse método de imagem. A mamografia ainda é considerada o principal método de rastreamento, porque todo rastreamento precisa atender aos seguintes critérios: ser muito disponível, de fácil acesso e com uma acurácia muito boa. E a mamografia tem todas essas qualidades. Embora a ressonância seja mais eficiente, seu alto custo ainda impede que tenhamos centenas de milhares de máquinas fazendo o papel do rastreamento em massa, como a mamografia faz.

Com que objetivo a ressonância magnética é feita em mulheres que já foram diagnosticadas com o câncer de mama?

Tanto a mamografia quanto o ultrassom das mamas podem subestimar o tamanho do tumor. Por isso, uma vez que a paciente tenha o diagnóstico do câncer de mama, a ressonância consegue delimitar melhor o estadiamento da doença, o que torna possível planejar melhor a cirurgia. Além disso, através da ressonância, é possível acompanhar a paciente para ver se a quimioterapia está cumprindo seu papel de redução progressiva até o total desaparecimento da doença.

Em que casos a ressonância magnética da mama é recomendada junto à mamografia anual para diagnóstico do câncer de mama?

Quando a mulher tem um risco aumentado da doença, seu médico, geralmente, prescreve uma ressonância magnética das mamas. Isso vale para pacientes cujos familiares tiveram neoplasia, sobretudo antes dos 40 anos. Mulheres que tiveram linfomas quando jovens e que se submeteram à radioterapia ou que carregam mutações genéticas ou que tiveram câncer de endométrio, de ovário, de intestino ou que na sua família tiveram cânceres desses tipos têm uma maior probabilidade de ter câncer de mama. Essas mulheres, geralmente, são rastreadas com a mamografia, mas também com a ressonância magnética.

Como é a preparação para o exame de ressonância magnética das mamas?

Para começar, o exame deve ser feito entre o oitavo e o décimo quarto dia do ciclo menstrual. Além disso, a mulher não deve estar fazendo o uso de pílula anticoncepcional. O correto é suspender o uso por 30 dias, para a mulher menstruar. As mulheres que estão na menopausa devem também suspender qualquer tipo de terapia hormonal antes do exame. Para mulheres que usam implantes hormonais ou dispositivos uterinos do tipo mirena, o exame pode dar maior número de falsos-positivos.

Como é feito o exame de ressonância magnética das mamas?

Depois que a paciente relata seu histórico clínico e apresenta seus exames anteriores (ultrassom, mamografia etc.), ela recebe o acesso venoso por onde, durante o exame, será injetado um contraste. Ela vai para a sala de ressonância, onde se deita de bruços sobre uma maca. As mamas ficam pendentes em uma bobina, que não machuca. A paciente ouve o barulho de “tum, tum, tum”, que é o som normal da máquina da ressonância magnética. Em um dado momento, entra na sala uma enfermeira que aplica a injeção do meio de contraste.

A paciente que se submete à ressonância magnética das mamas sente algum tipo de dor ou incômodo durante o procedimento?

Nenhum incômodo, absolutamente nada, só o barulho da máquina, que pode ser um pouco alto, mas protetores auriculares ou uma música podem minimizá-lo. O exame é muito tranquilo e demora aproximadamente 30 minutos. Durante o procedimento, é importante que a paciente respire calmamente e procure não se movimentar.

A ressonância magnética das mamas possui algum tipo de contraindicação ou traz algum tipo de risco para a paciente?

Não, porque não tem radiação no exame, diferente do Raio-x ou da tomografia. Pacientes que usam um marca-passo mais moderno podem fazer a ressonância, mas o técnico do marca-passo precisará desligá-lo. Quem usa marca-passo dos mais antigos não pode se submeter ao exame, assim como quem teve algum tipo de aneurisma na cabeça. Tatuagens muito recentes podem ser borradas durante a ressonância. Se for possível adiar a realização do exame até a cicatrização da tatuagem, melhor.

O resultado da ressonância magnética das mamas deve ser aberto pela paciente antes da consulta com o médico que solicitou o exame?

A interpretação do laudo de uma ressonância magnética é extremamente complexa. A linguagem do resultado é mais rebuscada e mais difícil de ser compreendida do que a de um ultrassom ou mamografia. Por essa razão, é aconselhável que a paciente só abra o envelope com o laudo no consultório do ginecologista/mastologista, que certamente terá a capacidade de explicar a ela o resultado. Ao olhar as informações sem a presença do médico, a paciente pode ficar muito nervosa, até por não compreender o conteúdo da forma correta.

Após a colocação de uma prótese de silicone nas mamas, é preciso fazer uma ressonância magnética?

Em pacientes que usam próteses, a mamografia pode não conseguir identificar todas as lesões presentes nas mamas. Na ressonância magnética, por sua vez, qualquer lesão existente é identificada, independentemente das próteses. Por isso, muitos médicos acabam tendo um cuidado maior e preferem associar a ressonância magnética, que também é o melhor método para visualizar a integridade do implante da prótese, se ela está contraída ou não, se tem ruptura etc.


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