A Cefaleia, mais conhecida como Dor de Cabeça

Entrevista – Cefaleia – Dra. Erica Costa Pinto


Olga Goulart: A cefaleia, mais conhecida como dor de cabeça, atinge todas as faixas etárias e é muito recorrente, se apresenta de diversas formas, podendo ser uma dor de cabeça simples, ou até mesmo uma dor de cabeça com alguns sintomas, como sensibilidade a luz, náuseas, acarretando uma enxaqueca, além disso, a cefaleia pode ser um alerta de algo que nosso corpo não está funcionado de forma correta e, portanto, deve ser feita uma avaliação médica. Para trazer mais esclarecimentos sobre a Cefaleia, hoje nós conversamos com a Dra. Erica Costa Pinto, especialista em Neurorradiologia.


Viva mais viva melhor – Dra. poderia começar explicando para as pessoas, como a cefaleia se manifesta?


Dra. Erica Costa Pinto – A cefaleia se caracteriza como uma sensação de dor na região do crânio, podendo se apresentar como uma sensação de aperto, peso, também como pontadas ou sensação de choque, podendo ser constante ou ainda intermitente, com períodos de melhoras, pode envolver de forma global toda a cabeça ou ainda ser localizada em uma parte segmentar. Ela pode estar associada a outros sintomas, por exemplo náuseas, vômitos, a foto e fonofobia, ou seja, aquele incomodo que piora com a luz ou os barulhos, assim como outros sintomas, como por exemplo, dores musculares na região do pescoço, dentre outros.

Viva mais viva melhor – Quais são os tipos de cefaleia?


Dra. Erica Costa Pinto – Existem muitos tipos de cefaleia, existe uma extensa classificação. Ela vai se basear nos fatores causais, também em características especificas da dor, tipo de dor e, também relacionada a sua intensidade e frequência. A grosso modo, podemos falar de três grandes grupos: cefaleias primárias, secundárias e ainda as nevralgias cranianas.

Viva mais viva melhor – Qual a diferença entre a cefaleia primária e a cefaleia secundária?

Dra. Erica Costa Pinto – Bem, as cefaleias primárias são aquelas em que não há nenhuma outra condição patológica associada, nenhuma outra doença. As primárias podem ser divididas em cefaleia tensional, migrâneas e ainda as chamadas cefaleia em trovoada. Já as cefaleias secundárias são causadas por uma outra doença subjacente, que desencadeia o quadro da dor como por exemplo, uma pessoa que tem uma infecção dos seios da fase, uma sinusite ou infecção dentária, ou pressão elevada, hipertensão arterial, entre outras várias causas.

Viva mais viva melhor – Qual o tipo mais comum de cefaleia?


Dra. Erica Costa Pinto – Os subtipos mais comuns geralmente são a cefaleia tensional e a migrânea que atinge um grande número de pessoas.

Viva mais viva melhor – Como diferenciar a dor de cabeça e a enxaqueca?


Dra. Erica Costa Pinto – A migrânea que é também chamada de enxaqueca, ela geralmente se apresenta com a dor mais pulsátil e mais frequentemente, ela se localiza de um lado da cabeça e muitas vezes são associadas a foto e fonofobia, ou seja, sensibilidade a luz e a sons altos. Os ataques de enxaquecas podem durar de horas a dias e muitas vezes são associados a outros sintomas que são chamados de Aura.Essa Aura se apresenta de diversas formas, mais frequentemente sintomas visuais, como por exemplo, visualização de pontos luminosos que a gente chama de fator mais cintilantes, as vezes perda da visão temporária, algum campo, algum lado do campo visual, dormência na face, dentre outros vários tipos de aura. Então o paciente que ainda tem o diagnóstico de enxaqueca, ele pode sentir sinais prodrômicos, ou seja, antes do ataque da dor, ele já identifica sinais de que ele irá apresentar aquele quadro de enxaqueca. Na cefaleia tensional, na maioria das vezes, a dor se inicia na região de trás da cabeça ou na região das têmporas, geralmente ela é dos dois lados, é bilateral, não tem Aura e também geralmente não tem náuseas e vômitos.

Viva mais viva melhor – Como é feito o diagnóstico da cefaleia?


Dra. Erica Costa Pinto – Fazer o diagnóstico do tipo de cefaleia é bem complexo, existe uma extensa classificação e ela vai se basear em vários fatores como característica da dor, se há ou não sintomas associados, qual é a frequência dessa cefaleia, se existem fatores que desencadearam essa cefaleia, muitas vezes os pacientes são convidados a fazer uma espécie de diário, em que eles escrevem todos os sintomas para cada episódio da cefaleia. Isso vai ajudar ao médico a ter um diagnóstico mais preciso.

Viva mais viva melhor – O que pode precipitar as crises de cefaleia?


Dra. Erica Costa Pinto – São chamadas de gatilhos da dor de cabeça, por exemplo, pessoas que se submetem a privação do sono, perde uma noite, um cansaço extremo, estresse emocional, alguns tipos de alimentos, sobretudo aqueles que contém cafeína, como café e chocolate. Tanto o excesso deles como a privação, o uso de cigarro e álcool, desidratação, a pessoa não bebe água o suficiente, também alguns tipos de cefaleia podem ser desencadeados por alimentos muito gelados, exercícios físicos ou até pelo uso de alguns tipos de medicação.


Viva mais viva melhor – Quais os tipos de tratamento para cefaleia?


Dra. Erica Costa Pinto – Tratamento é vasto, muito extenso e vai ser diferente para cada tipo de cefaleia. As cefaleias mais comuns as tensionais, elas podem ser tratadas com analgésicos simples, por exemplo: dipirona e paracetamol. Já outros tipos de cefaleia como as enxaquecas, elas vão requerer um tipo de medicamento mais especifico, como os chamados triptanos. Também é usado anti-inflamatório, corticoides, e em alguns casos mais graves até antidepressivos e anticonvulsivantes.

Viva mais viva melhor – Quando é que o paciente deve procurar ajuda médica para tratar a cefaleia?

Dra. Erica Costa Pinto – O paciente deve estar atento as mudanças repentinas do padrão da cefaleia ou então da sua intensidade, por exemplo, uma pessoa que tem cefaleia esporádica e passa para cefaleia diária mais frequentes, outro exemplo assim em paciente acima de 50 anos, que nunca teve cefaleia e passa subitamente a apresentar essa condição, também deve procurar ajuda médica, e também a presença de outros fatores associados à dor de cabeça como febre, dor na mobilização da região da nuca, são também fatores de alarme, os pacientes devem procurar o atendimento médico e, além disso, os pacientes com câncer ou com outras doenças crônicas e que passam a apresentar cefaléia têm que ficar atentos e procurar um médico especialista.

Viva mais viva melhor – Qual médico que o paciente deve procurar para fazer uma avaliação mais precisa a respeito da cefaleia?


Dra. Erica Costa Pinto – Na presença de quadros recorrentes de cefaleia e, sobretudo com sinais de alarme, o paciente deve se consultar com seu médico clinico ou preferencialmente com um neurologista para que ele tenha um diagnóstico mais específico de que tipo de cefaleia ele apresenta predominantemente. E também de forma mais importante, essa consulta para afastar causas secundárias dessa cefaleia que podem ser muito graves. Nesse contexto, os exames de imagem são de fundamental importância, já que ajudam a afastar essas causas secundárias.

Viva mais viva melhor – Quais seriam esses exames?


Dra. Erica Costa Pinto – Bem, tanto a tomografia computadorizada do crânio como a ressonância magnética. A ressonância é bem mais especifica e avançada, vai ajudar a excluir várias causas secundárias como, por exemplo: eventos vasculares como trombose, causas neoplásicas, infecciosas como meningite, e vai ajudar a determinar a conduta desses pacientes.

Viva mais viva melhor – Conversamos com Dra. Erica Costa Pinto, especialista em Neurorradiologia, muito obrigada e até a próxima.

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